Sisp: uma grande oportunidade de negócios para compradores, construtores e imobiliárias
Elbio Fernández Mera *
Influência do Salão Imobiliário São Paulo no resultado de vendas Período 2006 a 2009 – Município de São Paulo

O Salão Imobiliário São Paulo, que acontece simultaneamente às demais iniciativas que compõem a Semana Imobiliária no Parque Anhembi, já faz parte do calendário de eventos da capital paulista, atraindo expositores, visitantes e investidores da Grande São Paulo, do Interior, de outros Estados e de diversos países. Realizado tradicionalmente no mês de setembro, o evento chega em 2010 à sua quinta edição, respaldado pelo absoluto sucesso das edições anteriores. Considerado a maior vitrine de oferta de imóveis da América Latina, o Salão Imobiliário São Paulo se consolida como importante ferramenta de vendas, reunindo em um só local todas as facilidades e informações necessárias para subsidiar eventuais interessados na compra da casa própria. Além de variedade de produtos, padrões, preços e localização dos imóveis, o consumidor conta com farto crédito imobiliário, condições e prazos diferenciados garantidos pelos principais bancos do País. Tudo isso disponibilizado por importantes empresas do mercado e instituições financeiras, que têm apostado no potencial do evento em todas as suas edições. Esse cenário, no qual incorporadoras, vendedoras, bancos e demais expositores criam força conjunta, sinergia e divulgam suas marcas, assegura aos 44 mil consumidores que visitam o evento um ambiente propício para a tomada de decisão. As empresas programam lançamentos, ofertam imóveis em estoque e apresentam seus pré-lançamentos durante este grande estande de vendas. Por sua vez, o público que vai ao Anhembi encontra um leque de oportunidades, desperta para a real possibilidade de adquirir seu imóvel e pode selecionar, entre várias opções, aquele que cabe no seu bolso, seja novo ou usado. O contato com essa gama de informações e condições permite ao potencial comprador se decidir mais rapidamente. O Salão Imobiliário movimenta as pessoas e atrai seu interesse também para os plantões, tornando-se responsável pela efetiva concretização de negócios durante o mês do evento e os três meses seguintes. Comprovando essa tendência, dados do Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP mostram que o volume de imóveis comercializados no período de setembro a dezembro saltou em participação anual de 37,9% em 2006 (na primeira edição do Salão Imobiliário) para 46,9% e 44,1%, respectivamente, nos anos de 2007 e 2009. Fica evidente a contribuição do evento na evolução do mercado nos quatro últimos meses do ano ao observar também a velocidade de vendas ou o indicador Venda Sobre Ofertas (VSO), que o sucedeu. O ritmo médio de comercialização passou de 8,6% no período de 2002 a 2005 para 17,2% nos quatro anos de realização do Salão Imobiliário São Paulo. Importante observar que, ao longo das edições do Salão, a exceção fica por conta do último trimestre de 2008, período em que a crise global atingiu seu auge.
O Salão Imobiliário
O mercado de usados também integra esse universo de oportunidades do Salão Imobiliário São Paulo, durante o qual, apenas na edição de 2009, imobiliárias associadas à Rede Secovi de Imóveis, com atuação em todas as regiões da Capital, da Grande São Paulo e do Interior, realizaram mais de mil atendimentos. Este mercado, que nos Estados Unidos é seis vezes maior que o de lançamentos, passa por um rápido processo de crescimento e profissionalização no Brasil, com as empresas atuando de forma organizada e planejada, baseadas na utilização da exclusividade de vendas, um dos pilares do sistema de trabalho da Rede Secovi. Indiscutível, portanto, a força do Salão Imobiliário São Paulo, traduzida em benefícios às empresas participantes, que têm negócios potencializados, visibilidade multiplicada – com exposição garantida em rádio, tevê, jornais, revistas, internet – e cadastro de clientes atualizado. Afinal, considerando a média de visitação do evento, são 44 mil novos clientes por ano à disposição de corretores, imobiliárias e em condições de fechar negócios. Nada mal dentro de um cenário em que a confiança do consumidor se mantém inabalável. As vantagens se estendem ao mercado e à economia, já que o setor aquecido ativa o motor que movimenta toda uma cadeia produtiva, gerando empregos e renda, o que assegura ao trabalhador capacidade financeira para realizar o sonho da casa própria. Forma-se um ciclo virtuoso, que, aliado ao ambiente macroeconômico favorável, à segurança jurídica e ao crédito imobiliário acessível, contribui cada vez mais para a redução do deficit habitacional. Como se vê, o Salão Imobiliário São Paulo não é uma iniciativa restrita a quatro dias, mas contribui para colocar o imóvel na mente do visitante e despertá-lo para a necessidade de efetivar a compra num período bem próximo à sua realização. Além disso, sua repercussão se prolonga nos 365 dias do ano, com impactos positivos e duradouros nos negócios do setor e na economia como um todo.
* Elbio Fernández Mera é vice-presidente do Secovi-SP